quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Como a Lusa ajudou a reconstruir o futebol brasileiro?







Nenhuma derrota foi tão comentada como a do Brasil na Copa do Mundo de 1950. O “Maracanaço” fazia parte do imaginário brasileiro. Muitos até consideram como a grande tragédia da história contemporânea do país.

Fato é que o futebol brasileiro viveu neste período um dos momentos mais difíceis de sua história. Aquela dolorosa cicatriz deixada pelos uruguaios precisava ser sanada a partir de uma reformulação do esporte bretão no nosso país.

E foi a partir deste contexto que alguns times do país emergiram como esperança de um novo horizonte. Um deles foi a Associação Portuguesa de Desportos que montou no início da década de 50 uma das melhores equipes que o futebol brasileiro já produziu. Não só por ter conquistados títulos importantes, mas também por ter levado muitos jogadores para a seleção brasileira, recém canarinha.

Comandada por técnicos como Oswaldo Brandão, Jim Lopes, Aymoré Moreira, Abel e Délio Neves entre os anos de 1951 a 1956, a Lusa possuía uma defesa sólida, combinada a um ataque rápido e goleador. Tudo isso graças a um plantel fenomenal com nomes como Djalma Santos, Noronha, Julinho Botelho, Pinga e Brandãozinho.

Para ser ter uma ideia do tamanho talento daquele time, a Portuguesa venceu por duas vezes o Torneio Rio-São Paulo (1952 e 1955*) e recebeu por três vezes a "Fita Azul" (1951, 1953 e 1954), honraria concedida pelo jornal A Gazeta Esportiva aos clubes de futebol do Brasil invictos em dez partidas disputadas do exterior. Era verdadeiramente uma referência no cenário futebolístico.

Essa experiência internacional e fama fez com que o técnico da seleção brasileira, Zezé Moreira, levasse para a Copa do Mundo de 1954, na Suíça, três jogadores da Lusa: o lateral Djalma Santos, o meio-campista Brandãozinho e o atacante Julinho. Pinga, recentemente havia sido vendido pelo Rubro-Verde para o Vasco da Gama, também foi lembrando. O Brasil não ficou com o título, caindo diante da Hungria de Puskás nas quartas de final por 4 a 2, mas aquele time serviu de alicerce para construção do time campeão mundial quatro anos depois.

Os últimos lampejos daquele esquadrão aconteceram já na segunda metade dos anos 50. Neste período, grande parte de seus jogadores já estavam espalhados em diversos times do Brasil e do Mundo. O brilho dos títulos só voltaria na conquista do Campeonato Paulista de 1973 sob o  comando do craque Enéas e mais tarde quando por muito pouco venceu o Campeonato Brasileiro de 1996. Todavia, nada comparado ao time dos anos 50.

Aquela geração da Portuguesa representou um momento de esperança para nosso futebol. Era um time de respeito e que não tinha medo dos grandes, com jogadores formaram um dos melhores times do futebol brasileiros de todos os tempos.

Independente do recente rebaixamento para a série D do Campeonato Brasileiro ou do atual situação financeira, a Lusa deve ser sempre lembrada pelo talento da geração 50 que ajudou a reconstruir o nosso futebol.


*MATERIAL PUBLICADO EM NOSSO BLOG NO LANCE! 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Na era dos pontos corridos, quais são os clubes que mais ficaram no G4?



Com 533 rodadas disputadas na era dos pontos corridos do Brasileirão, diversos clubes já marcaram presença entre as quatro primeiras colocações da tabela de classificação, conhecido popularmente como G4. Por isso, o blog Gol de Canela FC fez um levantamento para descobrir quais delas são as recordistas de aparições neste seleto grupo. Confira:


1º - São Paulo Futebol Clube (241 rodadas)
1º 64 presenças
2º 56 presenças
3º 71 presenças
4º 50 presenças

2º - Cruzeiro Esporte Clube (211 rodadas)
1º 105 presenças
2º 44 presenças
3º 43 presenças
4º 19 presenças

3º - Sport Clube Corinthians Paulista (175 rodadas
1º  40 presenças
2º  83 presenças
3º  30 presenças
4º  22 presenças

4º - Sport Club Internacional (174 rodadas)
1º 17 presenças
2º 57 presenças
3º 49 presenças
4º 51 presenças

5º - Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (161 rodadas
1º 19 presenças
2º 37 presenças
3º 75 presenças
4º 30 presenças

6º - Santos Futebol Clube (151 rodadas
1º 31 presenças
2º 53 presenças
3º 35 presenças
4º 32 presenças

7º - Fluminense Football Club (145 rodadas)
1º 46 presenças
2º 31 presenças
3º 37 presenças
4º 31 presenças

8º - Clube Atlético Mineiro e Sociedade Sportiva Palmeiras (122 rodadas)
Atlético-MG
1º 32 presenças
2º 51 presenças
3º 15 presenças
4º 24 presenças

Palmeiras
1º 30 presenças
2º 19 presenças
3º 22 presenças
4º 51 presenças

9º - Botafogo de Futebol e Regatas (108 rodadas)
1º 23 presenças
2º 17 presenças
3º 24 presenças
4º 44 presenças

10º - Club de Regatas Vasco da Gama (71 rodadas)
1º 10 presenças
2º 21 presenças
3º 17 presenças
4º 23 presenças


Observação: O levantamento levou em consideração as posições da equipes ao fim de cada rodada.



Na era dos pontos corridos, quais são os clubes que mais ficaram no G4?



Com 533 rodadas disputadas na era dos pontos corridos do Brasileirão, diversos clubes já marcaram presença entre as quatro primeiras colocações da tabela de classificação, conhecido popularmente como G4. Por isso, o blog Gol de Canela FC fez um levantamento para descobrir quais delas são as recordistas de aparições neste seleto grupo. Confira:


1º - São Paulo Futebol Clube (241 rodadas)
1º 64 presenças
2º 56 presenças
3º 71 presenças
4º 50 presenças

2º - Cruzeiro Esporte Clube (211 rodadas)
1º 105 presenças
2º 44 presenças
3º 43 presenças
4º 19 presenças

3º - Sport Clube Corinthians Paulista (175 rodadas
1º  40 presenças
2º  83 presenças
3º  30 presenças
4º  22 presenças

4º - Sport Club Internacional (174 rodadas)
1º 17 presenças
2º 57 presenças
3º 49 presenças
4º 51 presenças

5º - Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (161 rodadas
1º 19 presenças
2º 37 presenças
3º 75 presenças
4º 30 presenças

6º - Santos Futebol Clube (151 rodadas
1º 31 presenças
2º 53 presenças
3º 35 presenças
4º 32 presenças

7º - Fluminense Football Club (145 rodadas)
1º 46 presenças
2º 31 presenças
3º 37 presenças
4º 31 presenças

8º - Clube Atlético Mineiro e Sociedade Sportiva Palmeiras (122 rodadas)
Atlético-MG
1º 32 presenças
2º 51 presenças
3º 15 presenças
4º 24 presenças

Palmeiras
1º 30 presenças
2º 19 presenças
3º 22 presenças
4º 51 presenças

9º - Botafogo de Futebol e Regatas (108 rodadas)
1º 23 presenças
2º 17 presenças
3º 24 presenças
4º 44 presenças

10º - Club de Regatas Vasco da Gama (71 rodadas)
1º 10 presenças
2º 21 presenças
3º 17 presenças
4º 23 presenças


Observação: O levantamento levou em consideração as posições da equipes ao fim de cada rodada.



sexta-feira, 29 de julho de 2016

Onde surgiu o “gol Olímpico”?


Marcado diretamente através de uma cobrança de escanteio, o gol olímpico é um dos lances mais inusitados do futebol.

O primeiro registro de um gol nesta circunstância, de acordo com o site da Fifa, remete ao ano de 1924, quando o atleta Billy Alston marcou um gol direto de uma cobrança de escanteio em um jogo válido pela segunda divisão escocesa.

Já o termo “olímpico” surgiria no mesmo ano, num amistoso entre Argentina e Uruguai, em Buenos Aires. Em uma tarde do dia 2 de outubro, a bola rolava e, aos 15 minutos de jogo, com o placar ainda zerado, o atacante argentino Cesáreo Onzari bateu um escanteio pela esquerda com tanto efeito que a bola entrou rente ao primeiro poste, para azar do goleiro uruguaio Antonio Mazzali.

Com os rivais celestes vinham de uma conquista da medalha de ouro no Torneio Olímpico de Paris, por brincadeira, a imprensa esportiva da Argentina descreveu o lance como um “gol olímpico”.

No Brasil, a popularização do termo aconteceu graças a um amistoso entre Vasco da Gama e Montevideo Wanderers, do Uruguai, em março de 1928. A vitória vascaína por 1 a 0 veio de um gol feito em cobrança de escanteio do jogador Santana, o que automaticamente gerou, assim como na Argentina quatro anos antes, uma repercussão na mídia esportiva local.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Como surgiu o pênalti no futebol?

Considerado uma sanção máxima aplicada contra uma equipe de futebol, em jogo, por uma falta cometida na grande área, o pênalti foi uma ideia do goleiro irlandês William McCrum, em 1891, em resposta à prática generalizada de faltas deliberadas impedindo chances claras de gol.

A proposta foi inicialmente impopular, porém, ganhou força após um jogo da Copa da Inglaterra, em 1891, entre Notts County e Stoke City. O Notts vencia por 1 a 0 quando um dos seus defensores colocou a mão na bola em cima da linha do gol para evitar o empate do Stoke. Na cobrança da infração, um tiro indireto dentro da grande área, todo o time do Notts  ficou na frente da bola, impedindo a vantagem do Stoke.

William McCrum

A partir deste momento, McCrum, que na época era membro da Associação Irlandesa de Futebol, sugeriu à International Board, órgão que regulamenta as regras, a inclusão de uma nova regra no futebol: Em caso de infração dentro da grande área, um chute em pequena distância com participação unicamente do batedor e do goleiro adversário. Nascia assim a penalidade máxima, aprovada como número 13 nas Leis do Jogo.

O curioso é que, no inicio, alguns clubes resolveram boicotar a decisão. Goleiros ficavam encostados na trave, enquanto jogadores chutavam a bola para fora de propósito, resistindo contra a falta de “cavalheirismo” de bater um pênalti.

Fato é que a primeira cobrança aconteceu em 22 de agosto de 1891, anotada por Alex McCall, do Renton. Já a decisão por disputas de pênaltis foi inventada pelo árbitro alemão Karl Ward, na extinta Copa Watney, em 1970.

segunda-feira, 28 de março de 2016

O primeiro jogo da história entre Brasil x Paraguai


Seleção Brasileira em 1921 - Da esq. p/ dir.: Alfredinho, Dino, Barata, Lais, Kuntz e Telefone. Agachados: Frederico, Zezé, Candiota, Machado e Orlando (Foto: CBF)
Por: Jonathan Silva

O primeiro jogo da história entre as seleções brasileira e paraguaia aconteceu no dia 12 de Outubro de 1921, em jogo válido pelo Campeonato Sul-americano daquele ano. Com mais de 25 mil pagantes presentes no Estádio do Club Sportivo Barracas, em Buenos Aires, o Brasil bateu os paraguaios pelo placar de 3 a 0.

Após a derrota na estreia por 1 a 0 para a Argentina, a Seleção Brasileira precisava vencer o estreante Paraguai (o Chile, participante das outras edições, havia desistido da competição alegando problemas na sua confederação) para sonhar com o título deste torneio. Até por isso, o time não titubeou e partiu para cima, marcando 2 gols logo no primeiro tempo com o avançado Machado. Depois disso, os brasileiros só administraram o resultado e o terceiro gol, marcado por Candiota aos 30 minutos do segundo tempo, só deixou clara a superioridade do Brasil naquela partida.

Brasil 3 x 0 Paraguai
Competição: Campeonato Sul-Americano de 1921 – 2º Jogo
Local: Estádio do Club Sportivo Barracas (em Buenos Aires)
Árbitro: Ricardo Villarino (Uruguai)

BRASIL
Kuntz;
Telefone
Barata
Lais
Alfredinho
Dino
Frederico
Zezé
Candiota
Machado e
Orlandinho
   
PARAGUAI
Ángel Portaluppi
Venancio Paredes
Raimonete González
Arsenio Rodríguez
Fleitas Solich
Isidoro Benítez
Daniel Scharber
Ildelfonso López
Gerardo Rivas
Agustín Zelada
Dario Lima



Fonte: CBF